O Rio Grande do Norte é um dos estados contemplados no Plano de Expansão da Radioterapia, do Ministério da Saúde (MS), ação que promoverá melhorias no tratamento aos pacientes com câncer. A rede de atendimento oncológico receberá um acelerador linear, equipamento utilizado para radioterapia e que dará maior acesso aos pacientes oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS).
A aquisição irá contribuir ainda mais com a assistência aos pacientes com câncer no Rio Grande do Norte, que já é considerado, entre os estados do Norte-Nordeste, como uma das melhores coberturas aos exames de alta complexidade, devido à forma positiva com que o serviço é gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), num modelo de funcionamento onde não há filas de espera para os procedimentos.
A gestão da Sesap esteve em Brasília/DF, no final de fevereiro, em reunião que viabilizará a expansão da terapia oncológica, através da radioterapia. O equipamento será instalado no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol-UFRN). Serão destinados R$ 1,97 milhão para a aquisição de um acelerador linear e R$ 6 milhões para a construção de um espaço, denominado bunker, para receber o equipamento. A Liga Mossoroense já possui um acelerador e receberá outro. Em Natal, a Liga de Combate ao Câncer terá seu equipamento substituído por um novo.
Os aceleradores lineares são equipamentos de alta complexidade tecnológica e sua instalação exige espaço físico com características peculiares e distintas das construções tradicionais de estabelecimentos e unidades de saúde, com sistemas próprios de climatização, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes.
O Plano de Expansão da Radioterapia contempla a aquisição de 140 aceleradores lineares em todo o país. Segundo o MS, a meta é que até 2019 todos os aparelhos estejam em funcionamento, atendendo 100% do público-alvo. Segundo o levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no biênio 2018-2019 serão cerca de 600 mil novos casos, em cada ano, aproximadamente 282.450 em mulheres e 300.140 em homens.
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