Acusado da morte de José Gobat volta ao banco dos réus
Foto: Cedida
Polícia
- O auditor fiscal aposentado Lúcio Flávio, acusado de provocar o acidente de carro que vitimou o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, José Gobat Alves e a mulher dele, volta ao banco dos réus nesta quinta-feira, 22. Ele tinha sido condenado em 2002, estava em liberdade, mas o Ministério Público pediu a anulação da sentença para que o acusado seja julgado novamente.
De acordo com informações do Promotor de Justiça que acompanha o caso, Augusto Flávio de Azevedo, a sentença apresentou falhas técnicas. O réu foi condenado por homicídio culposo por ter matado a mulher do conselheiro e por lesão corporal dolosa por ter ferido gravemente o conselheiro. "Como num mesmo ato, que foi o acidente, ele pode ter tido uma conduta dolosa e uma conduta culposa?", indaga o Promotor.
Apesar de condenado a 6 anos e meio de prisão, Lúcio Flávio está em liberdade porque o processo não transitou em julgado. O Promotor pediu anulação da sentença e o réu não pôde comparecer para novo julgamento porque sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Mas, no início do ano, o Ministério Público recebeu informações de que Lúcio Flávio já havia se recuperado. Foram entregues à Promotoria Criminal fotos do réu passeando na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul e ele mesmo moveu uma ação pedindo o anulamento de um processo que solicitava sua interdição civil por causa do ACV. Na ação, Lúcio Flávio se declarou em plenas condições de saúde, inclusive tendo sido aprovado recentemente nos testes para renovação da carteira de habilitação. A partir daí, o Promotor de Justiça retomou o caso José Gobat.
Memória do Caso José Gobat
Em 1992, o auditor paraibano Lúcio Flávio cortou o sinal vermelho e se chocou com o carro onde vinha o conselheiro do TCE José Gobat Alves e a mulher dele. Com o impacto, a mulher morreu na hora e o conselheiro teve lesões graves que o deixaram em estado de coma durante 12 anos. À época, ficou comprovado que o auditor vinha de uma festa e estava embriagado. O conselheiro José Gobat Alves morreu em 2004.
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