Os possíveis presidenciáveis de 2018: Qual deles seria o melhor candidato para economia?

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Em 2018, definiremos o futuro do nosso país nos próximos quatro anos. Fora as especulações, apenas quatro nomes despontam como possíveis presidenciáveis nas eleições do próximo ano: Lula (se não for condenado à prisão), Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e João Amoedo. Porém, falando de questões econômicas, até agora, quais candidatos estão realmente preocupados com a economia?

LULA – PT

 O discurso do Luís Inácio continua sendo o mesmo, aquele velho papo de que os mais pobres serão beneficiados e os mais ricos são contra as políticas dele, resumindo, conversa para boi dormir. Aliás, não compreendo quem ainda apoia tal indivíduo, é mais uma questão de moral do que política.

Economicamente falando, Lula presidente novamente seria um caos para o Brasil, o cenário é totalmente diferente do seu primeiro mandato, além disso, seria péssimo para o mercado. A nossa esperança de recuperação da crise, definitivamente, não passa pela ideia de Lula presidente novamente.

Além disso, os escândalos e processos sobre corrupção de Lula impossibilitam qualquer tipo de estabilização política ou econômica. É um fato que deve ser levado em consideração e ainda há julgamentos a serem feitos. Sendo um dos eleitores bem otimistas, espero que o mesmo seja preso antes da campanha.

JAIR BOLSONARO – SEM PARTIDO DEFINIDO

Jair Bolsonaro, definitivamente, não entende de economia, porém, seus discursos são satisfatórios e sua equipe também. Bolsonaro montou uma equipe de 11 economistas que são uma base de “conselheiros econômicos” do deputado, provavelmente, esta equipe fará parte do governo. Um dos nomes, é do Adolfo Sachsida, doutor em economia, já foi professor de Economia da University of Texas – Pan American e consultor do Banco Mundial para Angola.

Sem dúvida alguma, um dos melhores economistas do país e com um bom posicionamento político. Sachsida recorre aos mesmos argumentos de Bolsonaro para justificar a falta de intimidade do deputado com os princípios da economia. “Ele não precisa ser especialista em economia. FHC e Lula não eram, mas convidaram pessoas que entendiam do tema para suas equipes”, afirma.

Talvez, com este apoio, o Jair ganhe a maioria dos votos dos economistas, que defendem o ajuste fiscal e mais responsabilidade com as nossas contas públicas. Está bem encaminhado com essa equipe.

CIRO GOMES – PDT

Ciro Gomes é o mais velho cacique ativo dos Ferreira Gomes, a mais “tradicional” família da política cearense. Em Sobral e no estado do Ceará, sua família elege políticos há mais de um século. A oligarquia torna inevitável a associação com o velho coronelismo nordestino. Todas as principais características dos coronéis estão em Ciro, inclusive o estilo de fala.

Economicamente falando, Ciro Gomes é altamente protecionista e não tem uma visão de livre mercado. Precisa entender que a situação no qual o país se encontra, não é a mesma quando governou o estado do Ceará. O “lado bom” é que Ciro Gomes é a favor do ajuste fiscal, porém, as ideias dele são de aumentar a arrecadação, e não diminuir os gastos. E quando se fala em aumento de arrecadação sabemos do que se trata: aumento da tarifa de impostos.

Além disso, o Ciro é “contra” as metas de inflação e hoje em dia, não tem como não considerar estas metas. Suas falas são desencontradas e com dados genéricos que o mesmo cita para “inflar o discurso” e fazer os menos entendidos acreditarem no que ele fala.

O fato é que Ciro Gomes tem uma excelente oratória e um poder de persuasão muito eficaz, porém, qualquer estudante de segundo período de economia vai entender e banalizar os discursos e falácias dele. Defensor do estado, Ciro presidente seria um caos para a economia do Brasil.

JOÃO AMOÊDO – PARTIDO NOVO

O outro possível candidato à presidência em 2018 é o João Amoêdo. Formado em engenharia e administração de empresas, trabalhou no Citibank, BBA-Creditansalt e na financeira Fináustria. Foi vice-presidente do Unibanco e membro do conselho de administração do Itaú-BBA. Atualmente é membro do Conselho de Administração da João Fortes, função que ocupa desde 2011 e será o candidato do Partido NOVO em 2018.

Defensor total da classe dos empresários e defensor do estado mínimo, João surge como a alternativa daquelas pessoas que estão desacreditados com a classe política, que não são poucos. Além disso, será assessorado economicamente por, nada mais nada menos, que Gustavo Franco, um dos idealizadores do plano real. O apoio de Franco enriquece demais a candidatura e as ideias de Amoêdo, que possivelmente, o nomeará como ministro da fazenda de seu governo.

Franco, que já foi presidente do Banco Central no governo de FHC, emitiu uma nota sobre a sua ida para o Partido NOVO. Ele será responsável por elaborar o plano de governo caso o João Amoêdo seja eleito.

“Nos últimos anos os horizontes se ampliaram extraordinariamente para as ideias pró-mercado e para novas abordagens sobre o desenvolvimento tendo como base o indivíduo, o progresso pessoal e a liberdade para empreender” (Gustavo Franco)

As ideias do NOVO são muito boas e em favor da classe dos empresários, aqueles que conseguem gerar riqueza, emprego e renda para um país. Além disso, o partido surge sem registro de corrupção, o que pode ser a saída para ganhar os votos daqueles que estão cansados da velha política. Vejo com bons olhos a candidatura e o plano de governo que será montado pelo partido.

Estes são os quatro candidatos que acho bem provável a confirmação de suas candidaturas, com exceção do candidato do PT, que acredito que será preso antes do processo de campanha.

 

Agradeço a leitura, esta coluna é opinativa. Abs

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Vinicius Salgado

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