Bolsonaro militariza a CODERN

política

POR Allan Darlyson

29/04/2019

Desde que assumiu o governo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) passou a distribuir os cargos comissionados federais entre os militares. Ficou claro que teríamos um governo militar. No Rio Grande do Norte, o presidente começou a militarização pela Companhia de Docas do Rio Grande do Norte (Codern)

Chegou o Almirante 

Para a presidência da tão sofrida Codern, chegou o Almirante Elis Treidler Öberg, o qual ficou incumbido com a missão de “bolsonarizar” o órgão. A expectativa por surpresas desagradáveis é inevitável. 

Partidos são deixados de lado

O presidente precisa da sua base de apoio forte para aprovar a Reforma da Previdência e as demais matérias importantes pro governo. Nem seu próprio partido, o PSL, tem prestígio com ele em alguns estados. Os demais são ignorados. Por enquanto. 

Emendas e cargos 

Apesar da militarização, Bolsonaro autorizou o início do jogo de xadrez para a consolidação da sua base na Câmara dos Deputados. Cargos e emendas são colocados à mesa.

Comando da CODERN 

Com a retirada da CODERN do MDB, partido do deputado federal Walter Alves, que já se inclina pra votar contra a Reforma da Previdência, vai ser difícil para o governo conseguir levá-lo para a base. 

Opinião Pública 

Cabe ao povo julgar se prefere os partidos comandando os órgãos ou os militares. Será que a população aprova o modelo da Nova Previdência? O povo aprova as negociações? Com a palavra, meus leitores.

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Allan Darlyson

Jornalista, formado em 2011 pela UFRN. Passou pelas redações do Correio da Tarde, Diário de Natal e TV Ponta Negra. Na área de Assessoria de Imprensa, atuou como assessor de diversos políticos. Rompendo as fronteiras do jornalismo, em 2018, passou a fazer o marketing de campanhas políticas. Hoje, atua como assessor de Comunicação.