Filha de Lavoisier Maia e Wilma, Márcia Maia é dada como certa no secretariado de Fátima

Política

POR Caio Vale

15/11/2018

A filha do ex-governador Lavoisier Maia e da ex-governadora Wilma de Faria é uma das mais que cotadas a assumir vaga no secretariado da governadora eleita Fátima Bezerra (PT) por indicação política de Ezequiel Ferreira de Souza, político da tradicional família seridoense e  presidente estadual do PSDB. Não reeleita na eleição desse ano para deputada estadual, Márcia Maia poderia ganhar um prêmio de consolação e ser a titular da Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas).

O contraditório disso tudo é o discurso de Fátima durante a eleição. Utilizando discurso contra as famílias tradicionais, apesar da dobradinha com a irmã de João e Agaciel Maia, Zenaide Maia ao Senado durante a campanha, Fátima vai mais além e admite uma filha de dois ex-governadores que passaram mais de uma década no poder e ainda deram sustentação ao governo de Tarcísio Maia e de José Agripino Maia sem maiores problemas.

A decaída do grupo herdeiro de Wilma e Lavoisier representado por Márcia ocorreu a partir da prisão de seu irmão Lauro Maia na operação Hígia da Polícia Federal e companheiro de candidatura a deputado estadual em 2010. Irmãos e filhos de Lavô e Vilma, Márcia e Lauro foram candidatos a deputado estadual pelo mesmo partido, o PSB em 2010. Márcia por pouco se elegeu e Lauro por pouco perdeu a eleição.

A indicação de Márcia seria da cota tucana através do presidente do PSDB no RN, o herdeiro da oligarquia Ferreira de Souza, Ezequiel com grande poder de influência no governo petista que está sendo formado. Isto já se desenhava desde a época do acordo político de apoio à Fátima no segundo turno. 

Outros nomes que estão sendo cotados para o secretariado é o do ator do programa eleitoral da petista, Rodrigo Bico para comandar a Cultura do Estado (Fundação José Augusto) e do seu vice Antenor Roberto para alguma pasta ainda não definida.

A futura governadora segue os trabalhos na sua comissão de transição e integrou grupo de governadores do Nordeste que boicotou e rechaçou em ato de ausência a primeira reunião dos governadores eleitos com o futuro presidente em Brasília. Todos os governadores das demais regiões do país estiveram presentes.

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