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Carlos Augusto

iPod completa 18 anos


O pequeno tocador de músicas digitais foi lançado por Steve Jobs e, 23 de outubro de 2001, em um pequeno evento no campus Infinite Loop, Califórnia. Como consta no comercial, o player prometia “1.000 músicas em seu bolso”. 


Era uma inovação: com um disco rígido de 5GB, espessura de menos de dois centímetros e pesando 150g, o player trazia a icônica roda de clique abaixo da tela de duas polegadas, e a promessa de até dez horas de bateria.


O Contexto da época


Na virada de 1999 para os anos 2000, tomavam conta dos computadores os arquivos de extensão mp3. Em uma época que a única alternativa possível para ouvir uma música que você gostasse era pagar pelo CD inteiro - ter apenas as músicas que você gostava – e de graça – era uma ótima opção. 


Com isso, tornaram-se populares pequenos dispositivos que tocavam arquivos digitais em formato mp3. Eles eram muitas vezes do tamanho de um pendrive, com um estreito visor que ficava passando o nome dos arquivos.


Softwares de pirataria como Napster, E-mule, entre outros, também eram febre para quem queria ter as discografias das bandas e cantores favoritos, sem gastar nada.


Apple lança tocador.


Em sua biografia autorizada, escrita por Walter Isaacson, Jobs relatou a briga que teve com as gravadoras para que estas liberassem a venda de músicas individuais, não mais o CD inteiro.


O aparelho da Apple também não foi bem recebido pela crítica. Em princípio, vários blogs e fóruns especializados daquela época encheram de comentários raivosos com o produto. 


Veja uma crítica da época:


“Eu não entendo a utilidade de um mp3 player.

Minha casa tem um CD player.


Meu carro tem um CD player.


Meu Mac tem um CD player


E eu não uso fones de ouvido.

O iPod exige que eu mude meu estilo de vida para atender às suas necessidades…

Por $99 eu até poderia comprar esse brinquedo, mas $399? Por quê?

Um Mac com CDR (gravador de CD) não elimina a necessidade disso? Tudo o que sobra é o número de músicas que você pode tocar e a capacidade de ouvir todas elas com fones de ouvido em qualquer lugar. Eu realmente preciso de TODAS as minhas músicas o tempo todo? Uhm, não.

Não vai durar.”.



O fato é que o iPod revolucionou o mercado de música digital, que na época era fortemente ameaçado pela pirataria. Com o iTunes, a nova loja de venda de músicas individuais por apenas US$0,99, as pessoas passaram a ter uma alternativa viável e honesta de adquirir suas músicas e não quebrar a indústria.


O iPod mudou também o nome da empresa, antes “Apple Computer” e agora, apenas “Apple” dando uma visão mais ampla de negócio, afinal ela não produzia apenas computadores.


O que quer dizer iPod?


Nada. Quem deu o nome à engenhoca foi um redator terceirizado da Apple chamado Vinnie Chieco, que se inspirou em uma frase do filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço: “Open the pod bay door, HAL” (“Abra a porta do compartimento, HAL.”).


Segundo a própria empresa, o “i” na frente dos nomes dos produtos para seria para indicar “internet”, ou, que o produto tinha conexão.


A mudança passou.


Atualmente os tocadores de mp3 estão em todos os smartphones. Você não precisa ter um iPod se você tem um celular. Além disto, outras mudanças ocorreram, como a computação em nuvem. Apps como Spotify, Deezer, entre outros revolucionaram novamente a indústria musical. A Apple tem seu próprio serviço de streaming chamado “Apple Music”, em que dá direito a todas as músicas do mundo, por um pequeno valor mensal, assim como as concorrentes.


Para conhecer mais sobre a mudança da indústria musical recomendo o livro “Como a música ficou grátis – O fim de uma indústria, a virada do século e o paciente zero da pirataria” de Nick Hornby.





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Carlos Augusto é entusiasta de tecnologia desde que ganhou seu primeiro videogame em 1985, o Odyssey da Philips – e, seu primeiro iPod foi o modelo Touch em 2008, depois o modelo Nano e o Shuffle.


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