Falha no Instagram: quem paga o prejuízo?

Tecnologia

POR Carlos Augusto

04/07/2019

Nesta quarta-feira (03) os aplicativos mais utilizados do mundo apresentaram falhas durante todo o dia e entrando para noite. Os usuários relataram dificuldades para enviar fotos, vídeos, áudios e figurinhas nas plataformas, o que deixou bastante gente irritada. Leia na coluna do @ProfessorCarlosAugusto.


Por volta das 10h da manhã desta quarta-feira muitos usuários começaram a relatar que não estavam conseguindo enviar mensagens, publicar fotos e checar as atualizações nas plataformas do Sr. Zuckerberg.


A última vez que as três plataformas saíram do ar ao mesmo tempo foi em 13 de março deste ano, porém, o problema durou apenas algumas horas. Os usuários afetados estão no Brasil, Argentina, Peru e Colômbia.

Corre na internet a especulação de que parte dos problemas tem sido causados pelo plano de integração entre WhatsApp, Instagram e Facebook Messenger – algo que foi anunciado por Mark Zuckerberg no início deste ano e que permitiria que usuários do WhatsApp mandem mensagens para contatos que têm apenas conta no Instagram. 

Para o usuário comum, que posta e lê não é um problema tão sério assim, muita gente se sente na idade das cavernas, deixa de curtir, mas tudo bem, faz parte.

Já para uma parcela do comércio e profissionais liberais, que dependem do aplicativo para fazer negócios, não foi apenas chato, foi dinheiro que deixou de ser faturado.

Por exemplo, Dona Maria da Comida Caseira, deixou de vender muitas quentinhas, pois não tinha como enviar a foto com o cardápio do dia. Prejuízo...


O povo que se exploda.

Na maioria das vezes o problema é minimizado, as declarações da equipe do Facebook são sempre no sentido de mostrar que o problema não é tão grave. Mas é, e sabe o que é o pior? Não podemos reclamar, afinal estes apps são gratuitos. 

Alguns clientes corporativos reclamaram que o engajamento foi muito baixo, atrapalhando as estratégias e metas estipuladas. 

Por outro lado, o Telegram curtiu, muita gente aderiu à plataforma que recentemente foi alvo de hackers.

Lembre-se de uma coisa, quando o app é grátis, o produto é você.


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Carlos Augusto é entusiasta de tecnologia desde que ganhou seu primeiro videogame em 1985, o Odyssey da Philips.

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Carlos Augusto

Carlos Augusto M. Costa, 42 anos, pós-Graduado em Docência do Ensino Superior e especialista em Gestão da Tecnologia da Informação, empreendeu no segmento de informática por quase 10 anos e atuou como Gerente de Tecnologia da Informação do Shopping Partage Natal por 7 anos. É Professor de Graduação e Pós-Graduação da Escola de Negócios da Universidade Potiguar,  Campus Mossoró.