Xiaomi volta ao Brasil e preços assustam

Tecnologia

POR Carlos Augusto

05/06/2019

A Xiaomi é uma empresa de tecnologia criada em 2010, considerada a “Apple da China”. Seus produtos vão de smartphones, lâmpadas inteligentes, câmeras domésticas e até patinetes. Ela volta oficialmente ao Brasil depois de alguns anos afastada e seus preços não são mais tão bons quanto antes. Leia a coluna de tecnologia desta semana do Professor Carlos Augusto.

A Xiaomi chegou ao Brasil em junho de 2015 em um evento ocorrido em São Paulo, oferecendo inicialmente, apenas um smartphone – o RedMi 2 - uma pulseira fitness – a Mi band, e outros pequenos acessórios. Com preços competitivos e, apesar do estigma chinês, trouxe produtos de alta qualidade. A ideia da empresa é oferecer produtos premium e ter apenas 5% de lucro. Depois da crise brasileira ocorrida no ano de 2016, abandonou o país. 

O RETORNO

O lançamento do smartphone Xiaomi Mi 8 Lite marca o retorno da marca ao Brasil. A empresa agora tem loja oficial, localizada no Shopping Ibirapuera, zona sul de São Paulo e chegou fazendo barulho na concorrência com a Apple, Samsung e Huawei.

O aparelho lançado ao mercado tem configuração de hardware bastante avançada e câmera selfie de 24mp e tela Full HD+. Outra vantagem do retorno da empresa é a assistência técnica e garantia de 12 meses, mas atenção - apenas para produtos adquiridos no Brasil e homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel. Diferente da Apple, por exemplo, que tem garantia mundial.




O visual do aparelho segue o padrão do iPhone da Apple, graças ao notch, aquele recorte no canto superior, para garantir maior aproveitamento da tela de 2280 x 1080 pixel de resolução.


PONTOS POSITIVOS:

Uma boa ficha técnica, com hardware robusto e câmeras poderosas.
Assistência técnica e garantia no Brasil, ainda que os produtos adquiridos lá fora não sejam cobertos.

PONTOS NEGATIVOS:
 
Sistema operacional desatualizado de fábrica, Android 8.1 (Oreo), isto significa que você levará para casa um celular com sistema antigo. 
Sem saída de áudio analógica, ou seja, sem aquela entrada conhecida como P2, para fone de ouvido. No lugar disto, a conexão é uma USB-C, padrão mais moderno, presente em alguns smartphones, obrigando você a ter um adaptador ou headphone Bluetooth para ouvir suas músicas.
Preço de lançamento: R$ 2.699,00. Com esse valor, o consumidor pode optar por smartphones de marcas que estão mais estabelecidas no mercado, como por exemplo alguns modelos da Samsung ou Apple.

A empresa é inovadora, vemos isto pelas parcerias com Startups. Hoje, cerca de 100 startups fazem parte do "Ecossistema da Xiaomi". Além de investir a empresa também cuida do controle de qualidade e da distribuição dos produtos, ponto para Xiaomi.


Temos que lembrar o Sr. Lei Jun, CEO da Xiaomi, para retomar a ideia de oferecer produtos premium com lucro de 5%, também no Brasil. Afinal, pagar quase R$ 3.000,00 e não ter um iPhone não é para qualquer um.

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Carlos Augusto é entusiasta de tecnologia desde que ganhou seu primeiro videogame em 1985, o Odyssey da Philips.

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Carlos Augusto

Carlos Augusto M. Costa, 42 anos, pós-Graduado em Docência do Ensino Superior e especialista em Gestão da Tecnologia da Informação, empreendeu no segmento de informática por quase 10 anos e atuou como Gerente de Tecnologia da Informação do Shopping Partage Natal por 7 anos. É Professor de Graduação e Pós-Graduação da Escola de Negócios da Universidade Potiguar,  Campus Mossoró.

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