Fatos isolados: A nova maneira de justificar crimes!

Fatos isolados: A nova maneira de justificar crimes!

economia e empreendedorismo

POR Vinicius Salgado

13/11/2017

Vivemos numa sociedade onde busca-se todos os dias justificativa para erros banais. É difícil assumir erro de uma má índole, e fácil justificar o mesmo erro como “fato isolado”. O que remete a dizer que “nunca aconteceu” antes ou que nunca mais irá acontecer. O fato é que a maioria dos seres humanos age de forma racional, quase não existe irracionalidade para quem comete crimes. Não adianta colocarmos culpa no “sistema”, nem muito menos dizer que foi uma única vez, os crimes acontecem diariamente e grande parte deles é problema da índole do ser humano. Os valores morais e éticos estão cada vez mais ficando para trás e o tal do “mundo moderno” está se perpetuando gradativamente. Hoje em dia, tem gente que trata como “normal” a agressão contra mulheres, por exemplo, ou simplesmente, justificam como “fatos isolados”. É repugnante ver comentários como “ela provocou”, “ninguém sabe o que ela fez para ele fazer isso” ou “conheço ele, não é de fazer isso”. Isso mostra desrespeito, com família, amigos e, principalmente, com a vítima. E quando a justificativa é que ocorreu um “fato isolado”, não sabemos por onde começar a repugnância. Não tem justificativa. Existe um fenômeno que se chama psicopatia social. Quando uma pessoa não aceita o estágio social da outra, não aceita que a companheira (o) se relacione, seja lá amigavelmente ou profissionalmente, com outras pessoas no mesmo ambiente que ele. E isso gera um turbilhão de pensamentos doentios, uma serie de barbáries acontecem devido a isso. E é doença, tem que ser tratada. Talvez seja o caso de muitas pessoas que justificam seus erros e crimes como fatos isolados. É a maneira de achar que isso nunca acontece ou nunca mais vai acontecer que leva a estes fatos. Essa doença deve estar presente há tempos e só foi notada em caso extremo. Faltou reconhecer isso, pois, este fato isolado pode acontecer novamente por mais vezes e não ser mais isolado. “Não é a violência que cria a cultura, mas é a cultura que define o que é violência. Ela é que vai aceitar violências em maior ou menor grau a depender do ponto em que nós estejamos enquanto sociedade humana, do ponto de compreensão do que seja a prática violenta ou não.” Luiza Bairros, doutora em Sociologia pela Universidade de Michigan e ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir). Todos vocês já devem estar sabendo ou ouviram falar algo sobre o caso que ocorreu na última quinta-feira, dia 09/11/2017, em um estabelecimento da cidade onde um cara agrediu sua ex companheira com um soco, a mesma ficou desacordada por 20 minutos e teve alguns problemas que estão sendo tratados com cuidado. Afirmo a vocês, ela, a vítima, é uma das melhores pessoas que já conheci nos meus 23 anos de vida, coração imenso de coisas boas e uma pessoa que aprendeu a viver com tamanhas adversidades ao longo da sua trajetória. Essa vai ser apenas mais uma, não tenho dúvidas que ela vai superar todo o constrangimento e dores físicas que foram causados. Falando deste caso, conhecendo como eu a conheço, ela não merecia jamais e não merece tudo que está passando. Portanto, está mais do que na hora de pararmos de tratar crime como este como fatos isolados, é banal, acontece diariamente com outras pessoas e nenhuma delas merece. Ninguém tem o direito de julgar, de agredir ou de fazer qualquer outro tipo de violência com alguém. Que nós possamos sair deste pensamento de “mundo moderno” e voltar a realidade onde os valores que são repassados pelas nossas famílias prevaleçam em nossas índoles.   Perdoem ter saído um pouco da temática da coluna. Att, Vinícius.

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