Maus resultados de uma ideia absurda da não vacinação

saúde

POR Izamara Luana

12/08/2019

Hoje vamos falar de um assunto bastante delicado no que diz respeito a vacinação, tanto de crianças quanto das campanhas em geral que envolvem os adultos. Atualmente, alguns grupos tem difundido a ideia de que as vacinas devem ser tratadas como veneno e que assim, trazem só prejuízo a saúde da população. Que tiro no pé estamos dando. 

Vamos entender o que é a vacina e como ela é formada. A vacina é uma substância constituída por agentes patógenos (vírus ou bactérias que causam doenças) previamente atenuados ou mortos. As vacinas são produtos biológicos que protegem as pessoas de determinadas doenças. Sua função é estimular uma resposta imunológica do organismo, que passa a produzir anticorpos sem ter contraído a doença. As vacinas possibilitam o desenvolvimento da chamada “memória imunológica”, que nada mais é do que a produção antecipada de anticorpos especializados que reconhecerão o invasor, caso a pessoa seja infectada por ele. Ou seja, quando seu corpo recebe a vacina, ele está recebendo o vírus morto ou atenuado e aquele material genético vai ficar gravado caso no futuro seu corpo entre em contato com o vírus vivo. Dessa forma, os “soldadinhos” do nosso sistema de defesa estará preparado para combater. Aliás, um exército só vai para a guerra depois que conhecer todas as possíveis armas de seu inimigo. 

As vacinas são muito eficientes para prevenir diversas doenças, como hepatite, gripe, tuberculose e rubéola. Porém, o cenário hoje não é dos mais esperados. Vários grupos antivacinas estão espalhando a ideia de que as vacinas são venenos e perigosas, podendo levar a morte do indivíduo. E isso é o maior erro. Muito pelo contrário, as vacinas garantem proteção. 

Porta voz da Secretaria de Saúde, a médica Helena Sato, diretora de imunização da pasta, disse que é uma irresponsabilidade duvidar da eficiência das vacinas. “Dizer que vacina não é segura é uma irresponsabilidade imensa. Temos exemplos concretos de que, com a vacina, doenças foram até erradicadas, como a poliomelite e paralisia infantil no estado”, afirma. Antes de chegar ao mercado, Sato explica que as vacinas são primeiro testadas em animais e depois passam por quatro fases de testes em pequenos grupos de pessoas. “Esse é o procedimento padrão com qualquer tipo de vacina”, diz a médica. Uma dessas etapas se chama, inclusive, “teste de efetividade”, em que os cientistas aplicam a vacina em um grupo e em outro não. E não seguir o calendário de vacinas poderá trazer sérios problemas de saúde, como tem acontecido com os diversos casos de sarampo que foram notificados. 
A volta do sarampo no Brasil – já são mais de 600 casos confirmados, a maioria em São Paulo – é uma grande uma preocupação por si só. Mas ela também mostra que o país está sujeito à reintrodução de outra infecção: a rubéola. Por quê? Ora, ambas as doenças são preveníveis com as mesmas vacinas: a tríplice (contra sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (que ainda nos protege da catapora). E as taxas de vacinação estão deixando a desejar nos últimos anos. Pois mesmos com as propagandas das campanhas de vacinação, as pessoas estão se deixando levar por notícias erradas sobre as vacinas e seus efeitos. 

Em dezembro de 2018, a jovem apresentadora Bray Payton morreu aos 26 anos na Califórnia, vítima de gripe H1N1, doença conhecida como gripe suína, e que já é prevenida mediante vacina. De viés conservador, Bray era considerada uma estrela em ascensão por conta de suas opiniões políticas. Sua morte também gerou polêmica na época por causa de um post que fez no Twitter, em 2011, no qual descrevia a vacinação como “o demônio”. Quando fez o comentário, o estado onde morava e trabalhava passava pela campanha de imunização contra a coqueluche. 

O Brasil tem um modelo considerado exemplar quando o assunto é o calendário de vacinação, mas a oferta de vacinas no SUS não tem sido suficiente para garantir a taxa desejável de cobertura vacinal da população. Ao vacinar a população, diminuímos a incidência de determinada doença. À medida que toda a população vai sendo vacinada, os índices caem até que nenhum caso seja mais registrado, pois toda a população está protegida. 

Por isso, quando surgir dúvidas sobre vacinação e seus efeitos, o mais recomendável é procurar o serviço de saúde mais próximo e tirar todas as suas dúvidas. A opinião de um profissional que entende do assunto é o melhor meio a ser seguido. Vacinar é proteger!!! Até a próxima!

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Izamara Luana

Izamara Luana, 24 anos, mossoroense, bacharel em Enfermagem e pós-graduanda em UTI e Urgência e Emergência.

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