Você já ouviu falar em Apneia do sono?

saúde

POR Izamara Luana

30/11/2018

Você já deve ter ouvido alguém falar em apneia do sono ou então que alguém está com problemas na respiração quando está dormindo. Se você não ouviu falar em nenhuma dessas opções, venha comigo que vou esclarecer o que é esse distúrbio, os tipos, causas e fatores de risco. Vamos lá?!

A apneia do sono é um distúrbio do sono potencialmente grave em que a pessoa para de respirar, por alguns segundos, diversas vezes durante a noite. Acontece por diversas vezes da pessoa passar por esse problema e não saber do que se trata, nem muito menos procurar um especialista para maiores esclarecimentos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 50% da população brasileira se queixa de qualidade de sono ruim e cerca de 30% da população adulta sofre de apneia do sono.

A apneia do sono pode ocorrer de dois tipos, onde a apneia obstrutiva do sono é a forma mais comum, e ocorre quando os músculos da garganta relaxam durante o sono e as vias respiratórias se fecham, o que interfere e impede a respiração adequada. Isto pode reduzir drasticamente o nível de oxigênio no sangue. Em seguida o cérebro recebe uma mensagem de que algo de errado está acontecendo, fazendo você despertar do sono para que a respiração possa acontecer. As causas para esse tipo de apneia do sono é a obstrução do canal respiratório. Situações como obesidade, aumento das amígdalas, circunferência do pescoço e alterações craniofaciais, podem levar à apneia do sono.

E o segundo tipo é a apneia do sono central, que é muito menos comum e ocorre quando o cérebro não consegue transmitir sinais para os músculos da respiração. Uma pessoa que sofre com este tipo de apneia pode acordar com falta de ar ou sentir dificuldade para dormir ou, ainda, para manter o sono. A causa mais comum é a insuficiência cardíaca e, mais raramente, um acidente vascular cerebral (AVC), lesão de tronco de origem traumática, uso de opióides (medicação para dor).

Existem algumas situações conhecidas como fatores de risco que podem levar ao aparecimento desse distúrbio do sono, como por exemplo excesso de peso, aumento da circunferência do pescoço, estreitamento das vias aéreas, histórico familiar, álcool, alteração hormonal, congestão nasal, distúrbios cardíacos. Lembrando que esses fatores de risco irão depender também do tipo da doença e o sexo do paciente.

Os sinais e sintomas mais comuns que os pacientes apresentam são sonolência excessiva durante o dia, ronco alto, despertar com a boca seca, dor de cabeça matinal, insônia, apresentar irritação e nervosismo, ter esquecimentos. Lembrando que se você apresenta esses sintomas não significa dizer que o diagnóstico já está fechado. É necessário buscar ajuda médica e levar em consideração outros sintomas para que o diagnóstico seja concluído. Cada pessoa tem sua própria forma de manifestar a doença.

E por fim, existem algumas medidas que, quando tomadas, podem diminuir o risco de apresentar distúrbios no sono. Aqui vai algumas dicas: evite o excesso de peso, realize atividade física, evite o consumo exagerado do álcool, evite o tabagismo, não use medicamentos sem orientação médica, por mais simples que ele pareça ser, e busque fazer sempre exames de rotina. “Se você não tiver tempo para cuidar da sua saúde, terá que arrumar tempo para cuidar da sua doença!”

Até a próxima!

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Izamara Luana

Izamara Luana, 24 anos, mossoroense, bacharel em Enfermagem e pós-graduanda em UTI e Urgência e Emergência.