Após ser chamado de traidor, Styvenson afirma: "Eu nunca pedi voto"

Após ser chamado de traidor, Styvenson afirma:

política

POR Caio Vale

28/06/2019

Após ser chamado de traidor por não votar a favor do decreto das armas de fogo no Brasil, o senador Styvenson Valentim (Podemos) usou uma rede social para externar sua indignação com parte de seus eleitores e seguidores nas redes sociais. "Eu nunca pedi voto, muito menos a gente que desrespeita a constituição”, falou o senador na transmissão ao vivo. 

O senador inicia a transmissão justificando não ter votado a favor do decreto, devido às falhas legais e constitucionais. “Quem não respeita a lei, quem abusa da autoridade e anda na ilegalidade, por favor, não me siga! É um favor que você faz a mim. Eu nunca pedi voto, muito menos a gente que desrespeita a constituição”, disse Styvenson aos eleitores que se diz decepcionado com a votação. 


“Com certeza eu não o represento, tá bom? Posso até ter traído você, que está reclamando aí com esse mimimi, mas não traio o que eu prometi aqui de defender a constituição. Tô aqui falando e explicando um Projeto de Lei que combate à corrupção e você aí vem conversar besteira…Tô de saco cheio já. Faça assim… fique aí só pensando em arma, arma e arma. Infelizmente, essas pessoas que eu decepcionei não cumprem a lei”, falou Styvenson.

Styvenson afirmou que se não puder modificá-lo com emendas, não aprova o decreto das armas. “Essas emendas são para você, que quer muitas armas. A partir delas (emendas) haverá um controle médico e toxicológico, com penas rigorosas para você não fazer mau uso das armas, ameaçando e coagindo as pessoas, ou se exibindo com arma na cintura. Não contra o cidadão possuir arma, mas vai ter um rigorzinho aí”.

Segundo o capitão, não é verdade o que muito falam sobre ele ter feito discurso a favor das armas: “Não fiz campanha, não fui às rádios, não pedi nem voto. Não me apoiei em Bolsonaro e nem em Fátima Bezerra. Mas ainda tem gente que fala que não vota mais em mim. Sabe lá se eu serei candidato de novo, tá bom?”.

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