MP eleitoral pede quebra de sigilo de empresas de Tião Couto por suspeita de fraude em 2016

MP eleitoral pede quebra de sigilo de empresas de Tião Couto por suspeita de fraude em 2016

política

POR Caio Vale

08/02/2018

O Ministério Público Eleitoral opinou pelo prosseguimento da ação contra Tião Couto e seu vice, Jorge do Rosário, e ainda pediu a quebra dos sigilos de ambos após documentação indicando fraude na campanha de 2016 por abuso de poder econômico.

“Os investigados, liderados pelo Sr. Sebastião Filgueira do Couto, o Tião da Prest, utilizaram-se de subterfúgios ilícitos durante todo o pleito eleitoral de 2016, com vistas à conquista de votos dos eleitores, comprometendo a lisura do pleito democrático, sem prejuízo da omissão escancarada de gastos”, diz a peça acusatória feita pela Coligação Força do Povo, da atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP),

O MPE também pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de empresas em que Tião Couto é sócio, incluindo a Empresa Brasileira de Serviços Perfurações Ltda. (EBS) e a G.T.W. Empreendimentos e Incorporações Ltda., e da Rosário Edificações e Pavimentações Ltda. (REPAV), de propriedade de Jorge do Rosário, destacou a reportagem do Blog do BG.

O processo corre na 33ª Zona Eleitoral de Mossoró e aguarda decisão do juiz Breno Valério Fausto de Medeiros. A ação de investigação judicial eleitoral do pleito de 2016 poderá enterrar as pretensões políticas de Tião Couto para este ano.

Veja a nota do empresário Tião Couto

Venho por meio desta esclarecer ao Rio Grande do Norte o contexto e a desinformação constante em reportagens veiculadas neste dia 08/02/2018 em alguns órgãos de mídia do RN.

Todas as informações publicadas foram uma cópia quase que exata do texto do advogado da prefeita Rosalba Ciarlini  numa ação que ela ajuizou contra mim na justiça eleitoral de Mossoró, há cerca de um ano, portanto não se constituindo em nenhuma novidade.

As informações contidas nas matérias são exatamente os termos escritos pelo advogado de Rosalba na ação. Trata-se, portanto, de argumentos de uma só parte que sequer foram apreciados pelo juiz. 

Aliás, só existem duas decisões judiciais tomadas pela justiça eleitoral de Mossoró sobre a prestação de contas da campanha eleitoral de 2016. A primeira aprovando integralmente minhas contas de campanha e a segunda desaprovando as contas de Rosalba.

A ação que Rosalba move contra mim é baseada em alegações jurídicas sem a menor chance de prosperar nas instâncias judiciárias, porque são desprovidas de fundamentação lógica e de provas. Mas, o intuito é outro, é criar um noticiário político paralelo negativo em torno do meu nome, confiando na morosidade do processo, que mesmo com o arquivamento que será o destino final desta ação, já se tenha tirado o devido proveito com a estratégia de “assassinato de reputações”.

Aliás, chama a atenção na publicação destas matérias, que em todas elas seja omitida o nome da autora da ação judicial, como se fosse uma ação anônima. Assim como nas matérias a construção dos enunciados se dá como se fossem fatos verdadeiros e não apenas alegações de uma das partes contra seu adversário político.

Feitas estas ponderações, esclareço que todos os pontos elencados com o objetivo de levantar suspeitas de conduta irregular de minha parte foram abordados, esclarecidos e acatados pela Justiça Eleitoral por ocasião da prestação de contas da campanha que ao final restaram aprovadas com trânsito em julgado.

Esclareço ainda que as matérias se equivocam quando citam o Ministério Público como origem dos pedidos de quebra de sigilo, quando na verdade são pedidos feitos pelo advogado de Rosalba.

Considerando que todas essas alegações patrocinadas por Rosalba Ciarlini  já tinham sido objeto de apreciação das minhas contas de campanha e que ao final a Justiça as declarou aprovadas, torna-se muito grave que este blog traga uma reportagem  sobre estes mesmos fatos usando expressões  como: fraude na minha campanha, abuso do poder econômico, uso de empresas fantasiosas, mascarar gastos, farsa na prestação de contas,  farsa descrita, fantasia ilusória e criminosa, fraude na eleição, comandante de um esquema, indícios de ilegalidade.

É por demais gravoso a quantidade de adjetivos pejorativos contra minha pessoa numa matéria que se pretende  jornalística e imparcial.

Feito o esclarecimento me dirijo ao leitor do blog para pedir que levem em consideração dois fatos importantes.

Que se trata de uma ação judicial não julgada e que a matéria traz enfoque quase exclusivo no que escreveu o advogado de Rosalba.

Que só tem uma decisão tomada até agora pela justiça. Minhas contas foram aprovadas e as contas de Rosalba foram rejeitadas. 

Não façam julgamento precipitado agora, nem a favor e nem contra mim. Peço encarecidamente que esperem o fim da ação, o julgamento final. Aí sim, todas as máscaras cairão.

Atenciosamente,

Tião Couto


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