Taylor Swift e suas referências cinematográficas

Taylor Swift e suas referências cinematográficas

cinema e tv

POR Karla Menezes

31/10/2017

Taylor Swift lançou uma estratégia que deixou os fãs malucos. Simplesmente fez uma limpa em todas as suas redes sociais. Tudo isso para representar uma nova fase da sua carreira, sobre renascimento. Mas você deve está se perguntando o que uma cantora pop tem a ver com cinema? Por incrível que pareça, a cantora anda investindo em mega produções e muitas referências à cultura pop. https://www.youtube.com/watch?v=3tmd-ClpJxA O foco principal do seu novo trabalho é o renascimento da Taylor como artista, em seu primeiro clipe do novo álbum, ela quebrou a internet. com Look What To Made Me Do. A prova de que um vídeo estrondoso pode por uma música ruim nas paradas de sucesso (um refrão nada cantado, apenas gemido). Entretanto a parte visual não há o que questionar. Quando vi o vídeo achei incrível, pois estava cheio de referências cinematográficas: Moulin Rouge; Tim Burtton, Esquadrão Suicida; Inteligência Artificial; entre outros... Que vai bem além de situações aleatórias, o clipe realmente conta uma história e deixou os fãs loucos a procura de diversos Easter Eggs. Então, pensamos que nada poderá superar o nível de produção deste clipe tão cedo, certo? Bem errado! Taylor lançou semana passada mais um clipe cheio de alusões e dessa a vez ao universo dos animes. “... Read For It?”, trás muitos detalhes relacionados a sua carreira e ao seu lado pessoal, porém aqui, iremos nos ater as partes relacionadas a cultura pop e as técnicas. O vídeo é todo embasado no conceito do cyberpunk, um subgênero de ficção científica que foca na alta tecnologia e na baixa qualidade de vida, comum em distopias futuristas como Blade Runner, veja a crítica do filme aqui, com forte apelo a cultura oriental. Em outro momento, vimos incubadoras, no que pode ser uma menção a filmes de Si-fi como Allien, ou Matrix. A mixagem do som com as cenas se encaixam perfeitamente, seja na montagem ou nos efeitos distorcidos, que trazem uma lembrança levemente psicodélica do que vemos nos animes, aquela continuação do movimento colorida para representar velocidade. https://www.youtube.com/watch?v=wIft-t-MQuE Os figurinos são outro ponto de destaque. Taylor não brincou em serviço! Tanto os seus figurinos pessoais, quanto os dos seus coadjuvantes. A Taylor de capa negra, sempre iluminada por uma luz vermelha lembra ao Lorde Sith de Star Wars, com seus capangas todos androides, que por sua vez lembram ao Kylo Ren. Já sua aura boa, está com um look muito parecido a personagem de Scarlett Johansson em Ghost In The Shell (há quem diga que lembra a personagem principal do jogo Halo), sempre com uma luz azul. É bem interessantes ver que figurino, maquiagem, fotografia e efeitos especiais se completam muito bem  a cada cena e sendo difícil dissocia-los. Vale lembrar que não é todo filme que possui efeitos tão maravilhosos. Do cavalo branco as explosões de vidro que arrancam a face da cyborg, tem um CGI cuidadoso e muito bem desenvolvido para um clipe musical. Claro que não podemos deixar de destacar a direção feita pelo reconhecido Joseph Kahn, um famoso diretor de videoclipes, responsável pelo aclamado Toxic de Britney Spears em 2004. Em uma nova fase da carreira, Taylor eleva o nível dos vídeos musicais, certamente marcando a cultura pop desta década. Trazendo consigo uma narrativa objetiva, cheia efeitos, referências e easter eggs. Seria a Taylor a Marvel da música?

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