Explicando economia de um jeito que até a Dilma consegue entender

economia e empreendedorismo

POR Vinicius Salgado

02/04/2018


Economia não é um assunto tão fácil de se entender, inclusive, chega até a ter várias versões sobre determinada área, porém, vamos partir para o lado prático e eficaz. Vamos explicar como funciona a economia em diversos segmentos de uma forma que até a ex-presidente Dilma (PT) vai conseguir entender. 

GOVERNO

Primeira lição de todas é essa: governo não tem dinheiro. Quem financia a galera que está lá somos nós através de imposto e arrecadação. Por isso que o governo não faz investimento, ele gasta o nosso dinheiro. Investimento é algo que tem retorno e os serviços públicos só nos dão prejuízo e dor de cabeça.

CUSTOS E BENEFÍCIOS

Isso tem relação com tudo na economia (e na vida), ou seja, toda ação ou decisão que você toma tem pelo menos um custo e um benefício como consequência. Porém, não é racional decidir visualizando apenas um lado desta moeda. 

TOMADA DE DECISÃO

A racionalidade faz parte do processo de decisão e isto não vai influenciar o resultado. Ou seja, a sua escolha pode ser racional, porém, os resultados podem não ser esperados. Sua racionalidade depende da sua capacidade (inteligência).

SALÁRIO

Aprendam a diferenciar salário nominal de salário real. O primeiro é aquele que representa os valores vigentes no padrão monetário, ou seja, o salário mínimo hoje é de R$ 954,00 (nominal). Já o salário real é aquele que é medido em termos de poder de compra (bens e serviços) do salário nominal, em um determinado período. 

O que importa para a economia é o salário real, e isso vai de acordo com o padrão de vida das pessoas.

PREÇO

Não existe preço injusto. Há uma diferença entre preço e valor, tudo de acordo com a necessidade. Digamos que você chegue com fome ao shopping e um big mac custe 10 reais, você paga pelo sanduíche. Outra hora você volta e não está com fome, então, o big mac por dez reais não tem mais o mesmo valor. 

Onde há demanda, não há injustiça nos preços.

MERCADOS

Mercados têm falhas, governos também. O que acontece no Brasil é que utilizamos o segundo para corrigir o primeiro. E isso, já foi provado no governo Lula/Dilma, que é um tiro no pé. 

LUCRO

Essa palavra é o que aproxima a economia e faz ela girar. Afinal de contas, a economia não é um jogo de soma zero, porém, ela é complementar. Ninguém sai de casa com o intuito de ter prejuízo, todos querem ter lucro; e esse lucro que nos torna reféns das nossas decisões. É o princípio que unifica o comportamento humano nos mais variados contextos. 

CAUSAS

A maioria dos fenômenos socioeconômicos tem várias causas, é por isso que a relação entre apenas uma causa e um fenômeno qualquer, não mostra se é esta única causa que está gerando o problema. 
Ou seja, não analise um resultado com apenas uma causa do problema, estas causas são complexas e tudo influencia para algum resultado, seja ele bom ou ruim.

INCENTIVOS

Talvez seja esta a palavra que vocês veem com mais frequência nos meus textos. Vamos deixar claro mais uma vez: o ser humano reage à incentivos. Nós, muitas vezes, mudamos nossas decisões em razão do financeiro (renda), porém, há algumas outras razões além deste fator que algumas pessoas preferem ao tomar decisões. É o que chamamos de prioridades, às vezes, preferimos algo não material.

Obs.: Recomendo a leitura do livro “Freakonomics: o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”. Empresto se vocês quiserem, abs. 

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Vinicius Salgado

Vinícius Salgado, 23 anos, mossoroense, acadêmico do 9 período do curso de Economia na UERN e colunista de economia no Portal Mossoró Notícias.

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