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Izamara Luana

Proteção é o que conta: entenda o que é a vacina antirrábica


Embora a raiva seja uma doença de poucos casos no nosso país, ainda preocupa os donos de animais domésticos. Incurável nos animais e fatal em 100% dos casos, a doença é uma zoonose e, portanto, também pode afetar os seres humanos, sendo que a vacina antirrábica é, ainda hoje, a sua única forma de prevenção. Dessa forma, em todo o país, estados e municípios se unem para que a vacinação atinja o maior número possível de pets, principalmente durante a campanha que acontece anualmente, buscando incentivar a vacinação. 


Para entender melhor como funciona a vacina antirrábica, vamos compreender qual a doença que ela protege. A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. Ou seja, uma vez contraída, a possibilidade de morte é total. A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.


A raiva é uma doença quase sempre fatal, para a qual a melhor medida de prevenção é a vacinação pré ou pós exposição. Quando a profilaxia antirrábica não ocorre e a doença se instala, pode-se utilizar um protocolo de tratamento da raiva humana, baseado na indução de coma profundo, uso de antivirais e outros medicamentos específicos. Entretanto, é importante salientar que nem todos os pacientes de raiva, mesmo submetido ao protocolo sobrevivem. 

O Ministério da Saúde adquire e distribui às Secretarias Estaduais de Saúde os imunobiológicos necessários para a profilaxia da raiva humana no Brasil: vacina antirrábica humana de cultivo celular, soro antirrábico humana e imunoglobulina antirrábica humana. No caso de agressão por parte de algum animal, a assistência médica deve ser procurada o mais rápido possível. Quanto ao ferimento, deve-se lavar abundantemente com água e sabão e aplicar produto antisséptico.


O esquema de profilaxia da raiva humana deve ser prescrito pelo médico ou enfermeiro, que avaliará o caso indicando a aplicação de vacina e/ou soro. Nos casos de agressão por cães e gatos, quando possível, observar o animal por 10 dias para ver se ele manifesta doença ou morre. No ano de 2018, foram registrados 11 casos de raiva humana no Brasil. Destes, 10 relacionados a um surto em área ribeirinha do município de Melgaço, no estado do Pará, onde 9/10 eram menores de 18 anos e todos com histórico de espoliação por morcegos e sem realização de profilaxia antirrábica pós-exposição. E o decimo primeiro caso registrado, foi um homem morador do estado do Paraná, mas que foi espoliado por morcego em Ubatuba, no estado de São Paulo e buscou atendimento e realização de profilaxia antirrábica 12 dias após exposição.


Vamos agora entender um pouco sobre a vacina. A vacina possui o vírus inativado, a sua administração é intramuscular ou subcutânea, os níveis máximo de anticorpos são obtidos em torno de 3 semana após a vacinação, somente animais sadios devem ser vacinados, após a administração pela via subcutânea pode ocorrer a formação de um nódulo palpável no local da injeção. Este nódulo é transitório, desaparecendo em poucos dias. E logo após o processo de vacinação, estar atento a algum sinal que o seu pet apresentar. Lembrando que se o seu animal está apresentando sinais de doença, procurar imediatamente um serviço veterinário e notificar na unidade de saúde. 


Aqui em Mossoró alguns pontos de vacinação foram montados para que ocorra o maior número possível de vacinação, são eles: praça do mercado do Alto da Conceição, praça do conjunto Inocoop, Parque Municipal, praça do livro na Av Rio Branco e no Abolição 4, vizinho a UBS Cid Salem Duarte. Lembrando ainda que o dia D da vacinação ocorrerá no dia 28 de setembro, das 7h às 17h, em todas as unidades básicas de saúde. Fique atento se você tem um pet! Até a próxima!


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